Seja bem-vindo ao meu espaço digital. Aqui compartilho meus ensaios, contos e resenhas sobre tecnologia, sociedade, trabalho e filosofia de vida. Fique à vontade para explorar.

Medir o sistema, não as pessoas: um case para SDMs

Há alguns anos assumi a agilidade de uma estrutura global de engenharia, uma operação de venda direta ao consumidor com roadmap agressivo para o ano, que não tinha como responder à pergunta mais básica de gestão: estamos dando conta? Este ensaio conta como mapeei essa estrutura, desenhei quatro KPIs de fluxo (Workload, Team Overhead, Productivity e Efficiency) e implementei o processo que os sustentava. É um relato para Service Delivery Managers, enterprise agilists e qualquer gestor ou especialista que precise criar visibilidade onde hoje só existe opinião - e emplacar práticas numa estrutura que resiste a elas.

MEGO: Quem lucra quando desistimos de entender

Você conhece a cena. Um contrato de 47 páginas chega para aprovação, com anexos de A a F e cláusulas que referenciam outras cláusulas. Ou um deck de 40 slides onde a única informação que importa - o projeto vai atrasar - está enterrada no slide 31, atrás de três gráficos de “sinergia”. Começamos a ler com boa intenção. No terceiro parágrafo, os olhos vitrificam. Rolamos até o fim, assinamos, aprovamos, seguimos o dia.

AI está nos emburrecendo?

Essa pergunta é digna, mas será que é o que realmente nos incomoda?

Me parece necessário investigar o que precede essa dúvida em nossas mentes. Pois é só isso mesmo que queremos saber?

Estar delegando pra AI a lição de casa, o entendimento de uma thread longa de emails, criação de um novo algoritmo… Parece meio que uma forma de trapaça, né? No final das contas, fui eu quem resolveu o problema ou foi a IA? Onde está a minha capacidade nisso tudo? O que aprendi com isso?